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Antigo jogador de Rui Borges deixa elogios: "A transparência que passa para os atletas é fundamental"

Iniciado por Mcruz, Dez 27, 2024, 01:00

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O novo treinador do campeão nacional Sporting, Rui Borges, agarra as suas equipas com uma gestão frontal e humana, traça o futebolista Gonçalo Franco, enaltecendo a relação construída entre ambos no Moreirense em 2023/24.

"Ao longo da última época, fui-me apercebendo de que ele chegaria muito rapidamente onde chegou agora. Merece-o pelo seu trabalho e pela equipa técnica, que é fantástica, super-amiga dos jogadores e muito transparente nas ideias que passa. Conseguiu criar uma ligação saudável connosco, o que ajudava durante a semana. Depois, trabalhámos sobre vitórias no Moreirense e isso tornava tudo bastante mais fácil. O resultado foi uma época muito boa", recordou à agência Lusa o médio, de 24 anos, que trocou no verão o emblema de Moreira de Cónegos pelos galeses do Swansea, do segundo escalão inglês.

Rui Borges foi apresentado hoje como o terceiro treinador do Sporting esta temporada, chegando proveniente do Vitória de Guimarães e a três dias da receção ao rival lisboeta Benfica, da 16.ª ronda da I Liga, logo após as "águias" terem superado os "leões" no topo.

O ex-futebolista, de 43 anos, sucedeu ao demitido João Pereira, que, 45 dias antes, tinha abandonado a equipa B "leonina", da Liga 3, para colmatar a saída rumo aos ingleses do Manchester United de Ruben Amorim, campeão pelo Sporting em 2020/21 e 2023/24.

"Os resultados falam por si. Ele estava a fazer uma época espetacular no Vitória, que só ficou atrás do Chelsea na fase de liga da Liga Conferência, e agora dá este passo. Estou muito feliz pelo "mister". É uma coisa que acabaria por acontecer naturalmente. Acredito que haja muita gente que não o conhece, mas desejo-lhe tudo de bom e tenho a certeza de que vai colher frutos, porque merece e trabalha para isso", observou Gonçalo Franco.

O treinador transmontano estava ligado aos "conquistadores" há quase sete meses, após culminar a temporada de estreia no escalão principal com o recorde de pontuação (55) numa edição da prova do Moreirense, promovido como campeão da II Liga em 2022/23.

"O Rui Borges dá a cara e toma as decisões, mas a equipa técnica é um pouco igual a si. A transparência que passa para os atletas é fundamental e foi um ponto-chave para que o Moreirense tivesse sucesso numa época fantástica, em que todos saíram valorizados", avaliou o médio, cuja saída para o "Championship" rondou os dois milhões de euros (ME).

Estruturados em "4-3-3", os minhotos tiveram um dos terceiros piores ataques (36 golos marcados) e a quarta defesa menos batida (35 sofridos) da I Liga e igualaram o sexto lugar de 2018/19, melhor classificação de sempre em 14 presenças no escalão principal.

"Desde a pré-época, percebemos muito bem a ideia do "mister", que é difícil de contrariar, mas muito fácil de entender para os atletas. Jogávamos sempre em "4-3-3", mas, numa primeira fase de pressão, o número "10" juntava-se ao ponta de lança e ficávamos em "4-4-2". Havia muita qualidade no plantel e também nos adaptávamos ao adversário", referiu.

Ao fim de quatro temporadas em Moreira de Cónegos, Gonçalo Franco despediu-se com um inédito registo de seis contribuições para golo - dois tentos e quatro assistências - em 35 jogos nas diversas provas, tendo dividido "funções específicas e muito bem definidas" com o ganês Lawrence Ofori e o brasileiro Alanzinho, habituais parceiros no meio-campo.

"O Rui Borges dá um papel fundamental aos médios nas fases defensiva e ofensiva. Eu, o Ofori e o Alanzinho já nos conhecíamos muito bem, porque tínhamos jogado juntos na II Liga e a nossa relação era ótima dentro e fora do campo. O que nos ajudou foi a clareza das ideias do "mister". Jogando ou não, qualquer um sabia o que tinha de fazer", ilustrou.

Convicto de que Rui Borges "tem competências para lutar pelo título até ao fim" e lograr o primeiro "bi" do Sporting em 70 anos, o médio está curioso para perceber as eventuais mudanças introduzidas no "3-4-3", sistema enraizado em Alvalade na "era Ruben Amorim".

"Vai chegar lá e tentar retirar o máximo de pressão que os atletas têm tido nestas últimas semanas, pedindo que se divirtam em campo, mas com responsabilidade. Com o tempo, começará a mudar as peças e a aplicar as suas ideias, mas não vai mudar muito para o primeiro jogo, pois criaria ainda mais confusão nos jogadores", projetou Gonçalo Franco.